Tuesday, September 05, 2006

Eu sou Napoleão Bonaparte! E você, quem é?

Já pararam para pensar como a humanidade está cada vez mais louca?!
Quanto mais conheço as pessoas, mais intimidades criam, mais medo eu tenho de acordar um dia cercado de 6 bilhões de Napoleões Bonaparte.

Não falo da loucura crescente que se tornou a existência humana.

Falo das neuroses, dos surtos, dos rompantes das pessoas. Pessoas próximas: não internadas em manicômios judiciários.

Obviamente, não tenho a pretensão de ser normal. Mas convenhamos: estão extrapolando!

Tenho um sem-número de amigos loucos. Malucos beleza, é claro, mas malucos.

Tem o(a) estopim: a qualquer momento uma mão pode se virar em direção ao teu rosto, a qualquer momento ele(a) pode explodir, a qualquer momento ele(a) pode ter um surto.

Tem o(a) neurótico(a)-psicótico(a): aquele que desenvolve linhas de pensamento, filosofias e rotinas muito próprias. Estapafúrdias, loucas, impensáveis, amedrontadoras. Mas próprias.

Tem a que se acha linda, que se acha rica, que se acha cobiçada, que se acha santa, meiga (meigalinha). Uma louca tão insegura, tão insegura, tãããããooo insegura, que extrapola e jura – e pior, acredita - que é o que – é latente – não é.

Tem o que curte ser maluco. Sim, ele GOSTA. Gosta de ter pequenos momentos de insensatez, gosta de surtar em momentos apoteóticos, gosta do profile de excêntrico. Gosta, o que, por si só, já é uma loucura: gostar de ser maluco.

Tem a M.A.D.A. (Mulher que ama demais anônima): de fácil e agradável convivência, mas que, em momentos de mínima insegurança, lhe arranha o carro, lhe estapeia o rosto, grita, pula, ricocheteia, te mata. Mata-te, mas não é louca o suficiente para se matar!

O mundo se transformou em um fábrica de loucos em constante produção, um hospício de portas abertas, um manicômio social, um Beto Carreiro World de Napoleões.

Quem sabe, daqui algum tempo, não serão os “normais” a serem apontados como loucos?!

- Ih, Cuidado! Olha o Beltrano! Ele não morde, não joga merda da janela de casa, não fala sozinho, não morde a maçaneta. Cuidado, que ele é normal!

Wednesday, August 30, 2006

Pensamento Foolgaziano

Só um pensamento, só uma frase...

"A qualidade de sua vida é determinada pela qualidade de seus pensamentos."

Simples assim...

Tuesday, August 22, 2006

Teorema Foolgaziano III: Da eterna Paixão

Como os posts sócio-políticos não deram audiência (e comentários), volto ao feijão-com-arroz que todo o mundo gosta: amor, sexo e paixões.

O 3º Teorema Foolgaziano fala da paixão eterna (notem: não é amor eterno): um alguém que, independente do tempo, do seu estado civil, do passado e do lugar fez, faz e, muito possivelmente, vai sempre(!) fazer você jogar tudo para o alto e ir correndo.

E não se sinta um otário por isso. Os outros, simplesmente, não entendem o que você sente por ela. Sente e aceita. Porque, amigo(a), aceitação é fundamental!

Nesse teorema, você aceita que o seu par não gosta de você - pelo menos não tanto quanto você gosta dela, caso contrário estariam juntos – e se dispõe a ficar
always in stand by.

E não sofre: aceita!

Isso é: quando ela quiser, todas às vezes, você vai estar lá. Com ela e sem vergonha, sem pudor. Você vai e foda-se! Todo o mundo sabe – você sabe – que vai acabar: mas vai.

E não sofre: aceita!

E mais, você segue com a sua vida: conhece outras mulheres, namora, se diverte e, também muito possivelmente, se apaixona por outras. Isso só é possível porque você aceitou. Aceitou guardar um lugar de honra para ela. E já não sofre mais por isso.

Sente saudades, é claro!; Lembra das mãos dela gesticulando, afoitas, lhe ensinando alguma coisa; lembra do beijo – premier hors concours - dela; da forma como ela senta em cima das pernas cruzadas; daquela arrogância quase insuportável que – só você – adora.
E melhor, lembra dela fugindo dos seus beijos e depois se soltando nos teus braços em um encontro longo, íntimo, inesperado.

Mas não sofre: aceita!

E todas às vezes serão ma-ra-vi-lho-sas. Todos os beijos serão maravilhosos. E ela vai estar – só para você - sempre linda.

E todas as vezes que você olhar para ela, depois de muito tempo sem vê-la, vai ter a mesma sensação: como se alguma coisa - uma luz de centenas de flashes espocassem nos seus olhos – te prendendo a visão. São os olhos dela hipnotizando os teus. E pronto! Lá vai você atrás.

Mas não sofre: aceita!

Aceita que se ela quiser que você vire hippie: você vira.
Se ela quiser que você vire business: você vira.
Se ela quiser que você vire cool, monge, surfista: você vira, vira, vira...

E aceita!




Parafraseando Biggy Lampreia:

“Ela tira essas fotos sem parar,
Pisca o flash no meu olhar.
Ela tira essas fotos sem parar,
Pisca o flash no meu olhar.”

Thursday, August 17, 2006

Pelo o “mais” e contra a Inércia.

Acho incrível como as pessoas conseguem viver uma vida tão linear. Tão sem maiores acontecimentos, sem surpresas, sem contribuições.

Nesse momento, em que escrevo esse post, milhões de pessoas dormem, esperando por um novo dia. Um novo dia, exatamente igual ao de ontem, exatamente igual ao de amanhã. Sem novidades.

Acho incrível como as pessoas – mesmo em um mundo tão absurdo quanto o nosso – conseguem viver uma vida fútil. Fútil no sentido de “sem missão”, sem idéias, sem visão, sem imparcialidade. Detesto imparcialidade, detesto muros e gente em cima deles.

Acho a existência humana – do nascimento à morte – um acontecimento tão extraordinário que, sinceramente, esperava mais da humanidade. Esperava mais dos que se contentam em acordar e dormir, trabalhar e estudar, procriar. Esperava mais.

Esperava mais, principalmente dos que podem fazer. Dos que podem acontecer.


Sei que não posso esperar mais de uma criança africana aidética.
Esperava que, pelo menos, o resto do mundo se compadecesse com o sofrimento dela.

Acho que não se precisa ser mártir de uma luta armada, líder de uma revolução ou um grande cérebro da inteligentzia para ser mais. Acho que para ser mais, pensar mais já seja, talvez, o suficiente.

Esperava que as pessoas se revoltassem e lutassem, rissem e chorassem mais. Esperava que as pessoas fossem mais bondosas, menos egoístas e tóxicas, mais altruístas e generosas. Esperava mais.

Espero mais que o dinheiro, mais que paixões foolgazes, mais que três refeições ao dia. Espero – e luto - por uma vida mais completa, menos corriqueira e mais rica, única. Uma vida, no sentido literal da palavra, não – nunca -, uma sobrevida.

Espero porque acredito que aguardar, mesmo por alguém ou alguma coisa que talvez nunca apareça, é melhor do que não esperar jamais.

Wednesday, August 16, 2006

Não, não quero morar na Colômbia!

Não! Carro Blindado não é chique. Está tudo errado! Carro Blindado é uma merda! Eu não quero criar meus filhos para viverem em um carro Blindado. O pensamento “Nossa, o fulano tem carro Blindado, que legal!” não existe, minha gente.

Se o fulano precisou comprar um carro e blindá-lo (o que é um absurdo: o fato de termos que blindar carros em um país sem guerra eminente ou declarada), coitado! Coitado porque o fulano atingiu uma posição social tal, e tem tanto medo, que teve que blindar seu carro.

Chega! Basta! Não, eu não quero que o Brasil se torne uma “Colômbia!”.

Em exatos 45 dias corridos, seremos obrigados a escolher um novo presidente, governador e tantas outras dezenas de parasitas para Brasília.

E, infelizmente, tenho certeza, nada será feito no intuito de retornar – com o país – desse caminho óbvio para o caos – completo e irrestrito. Se é que já não vivemos em um.

Tenho vontade de socar a televisão durante a propaganda eleitoral gratuita (e obrigatória). Quem é o Argentino da Padaria de Caxias? Como ele quer ser deputado federal? Como? Meu Deus! Vocês entendem a gravidade (e o absurdo) da situação? O Argentino da Padaria de Caxias, a Dona Eloneida(!) e o neto do Brizola(!) de vinte-e-poucos-anos querem ser deputados federais ou senadores ou seja lá o que for. Quem é o Argentino? Quem é a Dona Eloneida? Quem é o neto do Brizola(!)?

Este país virou uma bagunça tão generalizada, um bordel político tão escancarado, uma balbúrdia tamanha que qualquer um, qualquer um mesmo, quer roubar também. Qualquer semi-analfabeto, qualquer imbecil, qualquer borra-bosta quer ser eleito!

As pessoas não se preocupam mais em construir uma história política pública, uma linha-coerente-de-atos-e-medidas-em-prol-da-sociedade. Não. Querem a maneira mais rápida, fácil – e bandida – de chegar logo ao poder e roubar. Funciona na base do “Olha só: Eu quero algum também, onde é que eu assino para me tornar político?”.

Sinceramente? Acho que Bogotá é logo ali.

Monday, August 14, 2006

São Paulo

Eu tenho medo de São Paulo.
Eu, atualmente, tenho mais medo de São Paulo do que tenho do Rio.

O fato é que já me acostumei com o perigo eminente nos sinais de trânsito e nas ruas desertas, à noite. Já me acostumei a tensão de trafegar pela Niemeyer e pelas Linhas Coloridas dos Subúrbios. Acostumei-me às balas foolgazes e perdidas. Acostumei-me a evitá-las. Me (mal) acostumei com esse perigo quase previsível.

Mas de São Paulo eu tenho medo.
Tenho medo porque o perigo de São Paulo é terrorista. E pior, é terrorismo brasileiro.

Acredito, sinceramente, que o os arábes (e adjacentes) sejam “profissionais”. Uma filosofia onde crianças aprendem nas escolas – e depois se graduam – nas mais diferentes Táticas de terror.

Ao menos, é terrorismo “profissional”: lugar onde existem matérias do tipo “Bomba I”, “Bomba II” e “III”; “Tópicos aplicados à Guerrilha Militar II” ou até “Explosivos e Estruturas” nas escolas.

Mas de São Paulo eu tenho medo.
Tenho medo porque é terrorismo Brasileiro.
E, invariavelmente, o que é brasileiro...

No caso árabe, se o alvo é uma agência bancária somente, com toda a certeza, a agência bancária será explodida VAZIA, porque eles sabem fazer. No de São Paulo já não tenho certeza! No terrorismo paulista, praticado por ex-detentos ou bandidos-de-meio-expediente, não existe um estudo, uma doutrina, prática por trás. No terrorismo Paulista, falta “Know-how”.

Estou convicto que jamais seria seqüestrado, em plena luz do dia, por uma quadrilha de mustafás encapuzados, confundido com o filho de algum embaixador americano.
Em São Paulo não. A probabilidade de um desses bandidos-de-meio-expediente, bêbado, levar gato por lembre é ENORME.

Em São Paulo falta planejamento, falta mão-de-obra qualificada, falta técnica. Falta Organização.
Em São Paulo rola um “se não tenho emprego, vou ser terrorista!”. Em São Paulo, querem “mais espaço nas celas, comida e visitas íntimas..” e, caros amigos, quem mata por esta merda não PODE - é impossível - fazer um trabalho limpo.

Friday, August 11, 2006

Coisas (não-óbvias) que você não pode deixar de fazer antes de morrer!

1. “Dar um tapa na Pantera” antes do coito (sexo).

Experiência única e indescritível
Os que são contra esse tipo de violência, espero, sinceramente, que acreditem em reencarnação.

2. Penetrar em uma grande festa do tipo “seguranças-lutadores-de-Krav-Magá”. (Diesel, casamento-para-mil, Huck, Accioly e etc.)

Um good só teu!
É uma experiência tão fantástica, uma sensação de “superação” tão inigualável, que dá vontade de cutucar um convidado e contar o feito.
Os mais ousados chegam a cumprimentar o noivo ou o dono da festa no final.

3. Situação:

Você encontra aquele(a) mala-arrogante-e-pernóstico(a) que, antes de perguntar como você está, sai contando vantagens do novo emprego.

- Fui contratado pela Corriço, Corrêa & Mascaranhas (ou mais: Thungman, Jacobsen & Hewlett-Packard). Eles são muuuito grandes: mais de 1000 funcionários! O escritório? Fan-tás-tico: três andares de 1000 m² na Praia de Botafogo. Só entram os gênios, têm que ser muuuito bom! Eram 146 mil candidatos para UMA vaga! O processo inteiro durou 18 meses. Tô muuuuito satisfeito! (sem respirar).

Você responde (com desdém!):

- Não conheço.

4. Um cigarro depois do sexo.

Aos que não fumam/nunca fumaram: lamento!
Chego a dizer que o orgasmo é INCOMPLETO sem a nicotina!
Um good só dos fumantes!

Continua...
Aceitamos sugestões!

P.S – O Follgaz antingiu 100 visitantes em 05 dias de vida! Agradeço os comentários e a presença.


Saudações foolgazes!